I - Introdução à Carta aos Gálatas: graça e fé

Atualizado: 17 de set. de 2021

Carta aos Gálatas


Estudo bíblico


09/2021 - Paróquia Senhor Bom Jesus


I - Paulo como escritor sagrado e o contexto da Carta aos Gálatas. Defesa da salvação e da fé e da vida do Apóstolo.


1. O Apóstolo Paulo, sua história: excelente formação, um passado feio, um presente de lutas interiores-exteriores e um futuro com Cristo.


Cronologia da vida de São Paulo:

(Josef Holzner, Paulo de Tarso, São Paulo: Quadrante, 2ª ed., 2008, 574 pg.)


4 ou 5 a. C. - Nascimento de Jesus Cristo

5 d. C. - Nascimento de São Paulo

30 d. C. - Morte e Ressurreição de Jesus Cristo

33 d. C. - Morte de Estevão (At 6 e 7)

34 d. C. - Conversão de São Paulo (At 9)

34 a 37 d. C. - Paulo em Damasco - Arábia

37 d. C. - Paulo foge de Damasco e faz uma visita a Jerusalém

40 d. C. - Primeira viagem apostólica de Paulo: Antioquia, Chipre, Antioquia da Pisídia, Listra..., Antioquia (At 13)

47 d. C. - Segunda viagem apostólica de Paulo: Listra, Frígia, Galácia, Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto. Desde Corinto, no ano 50, Paulo escreve as Epístolas aos Tessalonicenses.

52 d. C. - Terceira visita apostólica de Paulo

53 d. C. - Epístolas aos Filipenses e a Filêmon

54 d. C. - Epístola aos Gálatas

55 d. C. - Epístola aos Romanos

58 d. C. - As complicações de Paulo com os defensores do judaísmo se complicam. Comparecimento diante de Ananias e do Sinédrio

61 a 63 d. C. - Paulo em Roma. Epístolas aos Colossenses, aos Efésios, a Timóteo

63 d. C. - Libertação de Paulo e provável viagem à Espanha

64 d. C. - 1 Pedro e Evangelho segundo Mc.

66 ou 67 d. C. - Martírio de São Pedro e São Paulo, em Roma.


2. Igreja da Galácia. A Galácia fica, atualmente, na moderna Turquia, cuja capital Ancara era a antiga Ancira na Galácia. Recebeu esse nome por causa dos gauleses que lá habitavam e, no século III a. C. era o povo dominante. Na época de Paulo, a Galácia fazia parte do Império Romano.


3. Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo pelos nossos pecados (Gl 1,3-4). Paulo, “por que me persegues?” (At 9,4). Remissão dos pecados por Jesus Cristo.


4. Evangelho da graça e evangelhos de corrupção. A boa doutrina e as heresias.


5. “Seja anátema!” (Gl 1,8)


6. Servo de Jesus Cristo, não dos homens (Gl 1,10). Os “cristãos judaizantes” e “a carta magna da liberdade cristã”. At 15, o “Concílio” de Jerusalém.


7. Paulo recebeu seu Evangelho por revelação de Jesus Cristo (Gl 1,12) e, portanto, é igual aos outros apóstolos.


8. A vida de Paulo e a teologia de Paulo não se separam: ler Gl 1,13 - 2,10

  • Conduta de Paulo no judaísmo e sua formação aos pés de Gamaliel;

  • Zelo pelas tradições paternas;

  • Houve uma irrupção da graça na vida de Paulo, ele não esperava, ele não fazia nada para merecer. O início da fé depende absolutamente de Deus.

  • Paulo, evangelizador. O que é o Evangelho?

  • Sem necessidade de visitar os outros apóstolos porque ele recebeu o Evangelho do próprio Jesus, mas, por segurança, mais tarde, conferirá seu Evangelho com Cefas (Pedro) ficando em sua companhia por 15 dias.

  • Amigos de Paulo: Barnabé e Tito, Timóteo, Lucas, Marcos, Silas etc.

  • Liberdade cristã e escravidão por parte dos “falsos irmãos” (Gl 2,4). Não se deve ceder diante da falsidade e do erro, mas praticar a santa intransigência, uma vez que praticamos também a santa transigência. “Não cedemos sequer um instante por deferência” (Gl 2, 5).

  • Os notáveis tidos como colunas: Tiago, Cefas-Pedro, João (Gl 2, 9)

  • Estender a mão em sinal de comunhão (Gl 2,9). As “cartas de comunhão”.

  • Lembrar-se dos pobres (Gl 2,10).


9. Conflito entre Paulo e Pedro (2,11-14)

  • .Em Antioquia. As grandes igrejas da Antiguidade: Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Roma, Constantinopla.

  • “Respeitos humanos” de São Pedro, o diplomata, para não causar problemas na Igreja, mas São Paulo viu que essa sua atitude colocava em perigo a própria fé e por isso o enfrentou: “eu o enfrentei abertamente” (Gl 2,11).

  • O problema da hipocrisia dos cristãos (Gl 2,13)


10. A nobreza de ser judeu em relação às nações pagãs se relativiza se temos em conta a salvação em Jesus Cristo e a justiça que se nos oferece pela fé. Se, como dizem os judaizantes, é necessário circuncidar-se para ser salvo, então de nada adiantou a graça de Cristo. A Páscoa de Jesus é suficiente para nos salvar, sem necessidade de mais nada.


11. A justificação não é um processo exterior, mas interior e renova todo o ser humano. Isso é tão forte que o Apóstolo afirma que após a santificação recebida, “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,19-20)


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